SAMARA - UP - PRESIDENTE
SAMARA é candidato(a) a Presidente pelo UP nas Eleições 2026.
SAMARA MARTINS DA SILVA FEITOSA
Espectro político
Toque em uma faixa para entender o que ela significa
UP
Classificação editorial deste site, baseada na atuação NACIONAL do partido no Congresso e no seu programa oficial. Não é dado do TSE e não descreve a pessoa: descreve a legenda pela qual ela concorreu. Em eleições municipais e estaduais, partidos de polos opostos costumam se aliar.
Dados do candidato
- Data de nascimento
- 31/08/1987
- Gênero
- FEMININO
- Estado civil
- CASADO(A)
- Grau de instrução
- SUPERIOR COMPLETO
- Ocupação declarada
- ODONTÓLOGO
- Estado de nascimento
- MG
Informações declaradas ao TSE no registro da candidatura, publicadas nos dados abertos da Justiça Eleitoral.
Evolução e Histórico Político
Evolução da Votação por Eleição
2026 - PRESIDENTE
UP | UF: BR
Votação Obtida: Não apurado (Não apurado)
2022 - VICE-PRESIDENTE
UP | UF: BR
Votação Obtida: 0 votos (NÃO ELEITO)
2020 - VEREADOR
UP | UF: RN
Votação Obtida: 515 votos (NÃO ELEITO)
Declaração Patrimonial Recente
Evolução do Patrimônio Declarado
| Ano | Tipo | Descrição | Valor |
|---|---|---|---|
| 2026 | Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc. | UNO VIVACE 2016 | R$ 29.000,00 |
| 2026 | Caderneta de poupança | POUPANÇA | R$ 4.000,00 |
| 2022 | Depósito bancário em conta corrente no País | dinheiro de natureza salarial | R$ 2.549,06 |
| 2022 | Depósito bancário em conta corrente no País | dinheiro de natureza salarial | R$ 800,49 |
| 2022 | Caderneta de poupança | conta | R$ 15,00 |
| Patrimônio total declarado (2022): | R$ 3.364,55 | ||
| Patrimônio total declarado (2026): | R$ 33.000,00 | ||
Prestação de Contas e Gastos
Situação cadastral pública da Receita Federal, via BrasilAPI. Não indica irregularidade na despesa em si, apuração de eventual superfaturamento ou fraude cabe aos órgãos de controle.
Mandato (Gastos CEAP)
Sem despesas de mandato registradas.
Gastos de Campanha
Detalhamento por tipo de despesa
| Tipo de despesa | Total | % |
|---|---|---|
| Publicidade por materiais impressos 2020 | R$ 3.979,55 | 62,3% |
| Serviços contábeis 2020 | R$ 1.000,00 | 15,7% |
| Produção de jingles, vinhetas e slogans 2020 | R$ 700,00 | 11,0% |
| Publicidade por carros de som 2020 | R$ 300,00 | 4,7% |
| Publicidade por adesivos 2020 | R$ 160,00 | 2,5% |
| Diversas a especificar 2020 | R$ 150,00 | 2,3% |
| Encargos financeiros, taxas bancárias e/ou op. cartão de crédito 2020 | R$ 94,05 | 1,5% |
| Total geral | R$ 6.383,60 | 100% |
Maiores fornecedores
| Fornecedor | Lançamentos | Total |
|---|---|---|
| Abraao L Souza Da Silva | 7 | R$ 3.110,00 |
| Glaucio Luiz De França 01098827414 | 2 | R$ 1.029,55 |
| Joao Maria Da Silva | 2 | R$ 1.000,00 |
| Marilia Farias Xavier | 1 | R$ 700,00 |
| João Paulino De Souza | 1 | R$ 300,00 |
| R4 - Industria E Comércio Eireli | 1 | R$ 150,00 |
| #nulo | 9 | R$ 94,05 |
Receitas de Campanha
Doações declaradas pelo próprio candidato/comitê ao TSE. A existência de uma doação não indica irregularidade, financiamento de campanha é lícito e regulado por lei; consulte o Tribunal Superior Eleitoral para o histórico oficial completo.
Por origem
| Tipo de despesa | Total | % |
|---|---|---|
| Recursos de partido político 2020 | R$ 3.031,80 | 46,0% |
| Recursos de pessoas físicas 2020 | R$ 2.220,00 | 33,7% |
| Recursos próprios 2020 | R$ 1.340,00 | 20,3% |
| Total geral | R$ 6.591,80 | 100% |
Maiores doadores
| Doador | Lançamentos | Total |
|---|---|---|
| Direção Estadual/distrital | 5 | R$ 3.031,80 |
| Samara Martins Da Silva | 2 | R$ 1.340,00 |
| Luiz Roberto Augusto Nono | 1 | R$ 500,00 |
| Aracy Alves Martins | 1 | R$ 400,00 |
| Inae Naiara Lopes Marques De Oliveira | 1 | R$ 300,00 |
| Marcia C Costa Miguel | 2 | R$ 240,00 |
| Aristotelino Monteiro Ferreira | 1 | R$ 200,00 |
| Mateus F S De Freitas | 1 | R$ 100,00 |
| Marluce Barros Da Silva | 1 | R$ 100,00 |
| Maria Angela Fernandes Ferreira | 1 | R$ 100,00 |
Projetos de Lei Apresentados
Não há fonte pública para este cargo. A Câmara dos Deputados e o Senado publicam a atuação apenas dos próprios parlamentares; as assembleias legislativas estaduais e as câmaras municipais não mantêm base equivalente em formato aberto. A ausência de informação aqui não diz nada sobre a atuação desta pessoa.
Presença e Votos em Plenário
Nenhum voto em plenário registrado para este político.
Frequência nas Sessões Ordinárias
Não há fonte pública para este cargo. A Câmara dos Deputados e o Senado publicam a atuação apenas dos próprios parlamentares; as assembleias legislativas estaduais e as câmaras municipais não mantêm base equivalente em formato aberto. A ausência de informação aqui não diz nada sobre a atuação desta pessoa.
Participação em Comissões e Órgãos Legislativos
Não há fonte pública para este cargo. A Câmara dos Deputados e o Senado publicam a atuação apenas dos próprios parlamentares; as assembleias legislativas estaduais e as câmaras municipais não mantêm base equivalente em formato aberto. A ausência de informação aqui não diz nada sobre a atuação desta pessoa.
Situação do registro da candidatura
| Ano | Julgamento | Teto legal de gasto |
|---|---|---|
| 2026 | AGUARDANDO JULGAMENTO | R$ 889.440.308,00 |
| 2022 | DEFERIDO | — |
| 2020 | DEFERIDO | R$ 38.658.777,00 |
Proposta de governo
Trecho extraído do documento entregue ao TSE, sem resumo nem edição. O texto integral está no arquivo original, pelo botão abaixo.
PROGRAMA DA UNIDADE POPULAR PELO SOCIALISMO
P R O G R A M A D E G O V E R N O 2
“Na sua luta contra o poder
coletivo das classes possuidoras,
o proletariado só pode agir
como classe constituindo-se a
si próprio em partido político
distinto, oposto a todos os antigos
partidos formados pelas classes
possuidoras. Esta constituição do
proletariado em partido político
é indispensável para assegurar o
triunfo da revolução social e do
seu fim supremo: a abolição das
classes.”
(Karl Marx e Friedrich Engels, Resoluções da
Conferência de Delegados da Associação
Internacional dos Trabalhad…
Ler mais do texto
ores | Londres, 1871)
P R O G R A M A D E G O V E R N O 3
P R O G R A M A D E G O V E R N O 4
CAPITALISMO
CONDUZ A
GUERRAS E À FOME
O capitalismo se impôs como modo
de produção mundial. Mas, para
quase 4 bilhões de pessoas, no lugar
da prosperidade prometida, o que
isso trouxe foi a pobreza. Dados de
2025 do Programa das Nações Unidas
para o Desenvolvimento (PNUD)
apontam que 1,1 bilhão de pessoas
vivem em pobreza multidimensional
aguda, enfrentando privações que
envolvem necessidades básicas como
nutrição, habitação, saneamento,
eletricidade e condições adequadas
para cozinhar. Mais da metade das
pessoas nessa situação são crianças.
Mas qual é a causa da pobreza? A
extrema desigualdade social. Segundo
o Relatório de Desigualdade Mundial
2026, os 10% mais ricos concentram 75%
de toda a riqueza mundial, enquanto
a metade mais pobre da humanidade
possui apenas 2%. Ainda mais
concentrado é o topo: os 0,001% mais
ricos (menos de 60 mil multimilionários)
possuem três vezes mais riqueza que
metade da humanidade somada.
Não satisfeitos com essa desgraça
mundial, as potências imperialistas
disputam o controle de mercados
e dos recursos naturais de países,
promovendo guerras e deixando um
rastro de destruição e de sangue.
Segundo a Agência da ONU para
Refugiados (ACNUR), as guerras e
perseguições continuam provocando
uma crise mundial de deslocamento.
Ao final de 2025, aproximadamente
117,8 milhões de pessoas estavam
deslocadas à força no mundo, sendo
41,6 milhões de refugiados. A Síria
ainda possui milhões de refugiados e
deslocados, enquanto o Sudão se tornou
a maior crise de deslocamento interno
do planeta, com 9,1 milhões de pessoas
deslocadas dentro do próprio país.
A guerra da Ucrânia, iniciada em larga
escala com a invasão russa em fevereiro
de 2022, segue deixando milhares de
mortos e feridos. Até 2026, a ONU já
havia verificado mais de 15 mil civis
mortos e mais de 41 mil feridos desde
fevereiro de 2022. Somente nos seis
primeiros meses de 2026, pelo menos
1.396 civis foram mortos e 7.978 ficaram
Nossa candidatura está a serviço
da luta anti-imperialista, na defesa
da autodeterminação dos povos
e da soberania do nosso país.
P R O G R A M A D E G O V E R N O 5
feridos, números 37% superiores aos
registrados no mesmo período de 2025.
O avanço do Exército Sionista de
Israel, financiado e apoiado pelos
Estados Unidos, segue deixando
milhares de mortos e refugiados no
território palestino. O povo palestino
continua submetido a ataques
militares e deslocamentos. Mesmo
após o anúncio de um cessar-fogo em
outubro de 2025, pelo menos 1.180
palestinos haviam sido mortos e 3.810
feridos em Gaza até 22 de julho de
2026, segundo números do Ministério
da Saúde de Gaza reproduzidos
pela ONU, enquanto ataques,
operações militares e deslocamentos
continuavam sendo registrados.
Essa política de guerra se amplia. Em 3
de janeiro de 2026, os Estados Unidos
invadiram a Venezuela e sequestraram
o presidente Nicolás Maduro e Cilia
Flores. Trump não omitiu o verdadeiro
interesse de controlar o petróleo
venezuelano, inclusive aumentando os
ataques ao povo cubano que dependia
do petróleo venezuelano para sua matriz
energética. O Irã também se tornou
alvo direto da ofensiva imperialista
norte-americana, pelo controle sobre o
Estreito de Ormuz, uma das principais
rotas de petróleo e gás do mundo.
Palestina, Venezuela, Iêmen, Saara
Ocidental e Irã mostram que a disputa
imperialista por mercados, recursos
naturais, petróleo, rotas comerciais
e áreas de influência continua
produzindo guerras e intervenções
militares. Enquanto bilhões são
destinados a armamentos e operações
militares, milhões de trabalhadores
em todo o mundo enfrentam fome,
deslocamentos forçados, desemprego,
baixos salários e falta de moradia.
Apesar disso, os grandes meios
de comunicação anunciam que a
paz está sendo negociada, que as
grandes potências têm tentado
resolver os conflitos armados. Mas
a verdade é que são essas mesmas
potências que, para redividir o mundo
e usurpar as riquezas dos países
mais pobres, promovem as guerras.
A luta contra a guerra, portanto, está
ligada à luta contra o imperialismo
e contra um sistema econômico que
coloca os interesses das grandes
potências e dos monopólios acima
da soberania dos povos e das
necessidades da classe trabalhadora.
Por isso, nossa candidatura está a
serviço da luta anti-imperialista, na
defesa da autodeterminação dos
povos e da soberania do nosso país.
Nesse cenário, como afirma
Samara Martins:
“É vergonhoso ver outros candidatos
à Presidência do Brasil disputarem
quem é mais amigo do presidente
fascista Donald Trump, quem deles
é que vai entregar as terras raras
brasileiras aos Estados Unidos, que
se apresenta cada vez mais como
uma potência em decadência.”
O povo brasileiro é anti-imperialista,
não admite que o nosso país seja
colonizado por nenhum imperialismo.
P R O G R A M A D E G O V E R N O 6
O Brasil é a 10ª economia do mundo,
possui um território continental, uma
enorme diversidade ambiental, uma
das maiores bases agrícolas e minerais
do planeta, grandes reservas de
petróleo, enorme potencial energético,
universidades e institutos públicos
de pesquisa, empresas estratégicas
e uma classe trabalhadora com
capacidade para sustentar um
projeto soberano de desenvolvimento.
Em 2025, o Produto Interno Bruto
brasileiro alcançou R$ 12,7 trilhões.
Essa riqueza, porém, permanece
profundamente concentrada e não
retorna para quem a produz. No
Brasil, o 1% mais rico ganha mais
de 30 vezes o valor recebido pela
metade mais pobre da população.
Os dados do IBGE, referentes ao
trimestre encerrado em maio de 2026,
revelam que 5,9 milhões de pessoas
permanecem desempregadas e 13,6
milhões trabalham sem carteira
assinada, ou seja, sem nenhum
direito garantido. Além disso, 38,3
milhões trabalham na informalidade.
Como pertencemos a uma classe que
não sobrevive sem vender a sua força
de trabalho, pois não somos donos
dos meios de produção, o povo se vira
como pode na informalidade e bicos
para sustentar suas famílias, o que
demonstra que ter alguma ocupação
no capitalismo não significa ter
estabilidade, direitos, salário digno,
jornada humana e proteção social.
A contradição é evidente: Um país
tão rico continua sendo marcado por
desigualdade extrema, precarização
do trabalho, onde milhões de pessoas
são submetidas a salários insuficientes,
jornadas exaustivas, moradia precária,
transporte caro, insegurança alimentar
e serviços públicos insuficientes.
Segundo levantamento do
Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Socioeconômicos
(DIEESE), o salário mínimo necessário
para sustentar uma família de quatro
pessoas deveria ser de R$ 7.892,55
(referente a maio de 2026), valor cerca
de 4,8 vezes maior que o atual salário
mínimo. Assim, com um salário de
R$ 1.621,00, não é possível comprar
uma cesta básica, pagar aluguel,
gás de cozinha, energia e água ou
roupas para nossos filhos e filhas. Os
deputados e senadores sabem que ele
é insuficiente, tanto que cada um deles
O BRASIL É UM DOS PAÍSES
MAIS RICOS DO MUNDO,
MAS O POVO VIVE NA POBREZA
Essa desigualdade não é natural. Ela
resulta de um modelo econômico que
coloca os interesses dos capitalistas
acima das necessidades populares.
P R O G R A M A D E G O V E R N O 7
recebe mais de R$ 46 mil, além de
milhões em emendas parlamentares.
Essa desigualdade não é natural.
Ela resulta de escolhas políticas e de
um modelo econômico que coloca os
interesses dos bancos, dos grandes
monopólios, dos latifundiários, dos
fundos de investimento e do mercado
financeiro acima das necessidades
populares. Enquanto faltam recursos
para universalizar direitos, uma parcela
enorme da riqueza social é apropriada
na forma de lucros, juros, dividendos,
renda da terra e especulação.
Dessa forma, o problema central não
é a ausência de riqueza, mas quem
controla a riqueza, para quê ela é
utilizada e quem decide as prioridades
do Estado. O capital financeiro
captura parte crescente do excedente
social por meio dos juros, da dívida,
da especulação e da financeirização
de serviços essenciais. Privatizações e
concessões transformam patrimônio
coletivo em fonte privada de lucros.
Diante disso, nosso programa é
o programa da classe operária,
isto é, governar para quem vive
do próprio trabalho. Um Governo
Popular dos Trabalhadores, baseado
na participação permanente do
povo, no controle público dos setores
estratégicos, na soberania nacional,
na planificação democrática
da economia e na prioridade
absoluta às necessidades sociais.
Defendemos que saúde, educação,
água, energia, saneamento, moradia,
transporte, cultura e comunicação
sejam direitos, e não mercadorias.
Defendemos o fim da escala 6x1, a
redução da jornada com aumento
salarial, a elevação em 100% do
salário mínimo, a reindustrialização,
a reforma agrária, a soberania
nacional, o fortalecimento da
ciência e a recuperação do controle
público dos setores estratégicos.
Defendemos que a riqueza produzida
pelo povo brasileiro esteja a serviço
do próprio povo e que o planejamento
da economia seja democrático e
popular. Vamos combater todas
as formas de exploração, racismo,
machismo, LGBTfobia, capacitismo
e opressão; defender os povos
indígenas, quilombolas e comunidades
tradicionais; e garantir soberania
diante dos interesses do grande
capital nacional estrangeiro.
Dessa forma, o objetivo não é
administrar as desigualdades
produzidas pelo capitalismo, mas
criar condições políticas, econômicas
e sociais para superá-las. Não
é possível ter um país justo com
arrocho salarial, jornadas exaustivas
de trabalho, juros abusivos e uma
minoria de ricos morando em mansões
e possuindo centenas de prédios,
enquanto os pobres moram em áreas
de risco e pagam aluguéis altíssimos.
Para lutar contra essa situação,
Samara Martins é candidata da UP à
Presidência do Brasil: “Nós queremos
m país sem injustiças sociais e sem
exploração dos trabalhadores por
uma minoria de bilionários. Chega
de nossas riquezas serem roubadas
pelos EUA, pela China ou pela
União Europeia. Junte-se a nós e
vamos construir um país socialista!”
Para resolver estes graves problemas
sociais, a Unidade Popular apresenta o
conjunto de medidas a seguir e defende
transformações estruturais para
construir uma sociedade socialista.
P R O G R A M A D E G O V E R N O 8
A U M E N T O D E 1 0 0 %
N O S A L Á R I O M Í N I M O
A contradição principal do sistema
capitalista é entre o capital e o
trabalho. Ela se expressa no roubo
não declarado do esforço da classe
trabalhadora na produção de
riquezas. Como explica Karl Marx em
sua análise do Capitalismo, a diferença
entre os valores que as trabalhadoras
e trabalhadores produzem e os seus
salários com os demais custos de
produção forma a chamada mais-
valia que é o roubo do trabalho.
EMPREGO, RENDA
E TRABALHO
O que chamamos de salário mínimo
(valor mínimo da força de trabalho)
deveria em tese ser o suficiente para
garantir o custo mínimo de vida de
trabalhadores para que na lógica do
sistema capitalista eles seguissem
produzindo lucros aos burgueses.
No texto Salário, preço e lucro, de
1865, capítulo 8, Marx descreve o
mecanismo:
“O valor da força de trabalho
se determina pela quantidade
de trabalho necessário
para a sua conservação, ou
reprodução, mas o uso desta
força só é limitado pela
energia vital e a força física
do operário. O valor diário ou
semanal da força de trabalho
difere completamente do
funcionamento diário ou
semanal desta mesma força
P R O G R A M A D E G O V E R N O 9
de trabalho, são duas
coisas completamente
distintas, como a ração
consumida por um cavalo e
o tempo em que este pode
carregar o cavaleiro.”
Por isso, a Unidade Popular
apresenta como proposta
emergencial o aumento de 100% do
salário mínimo, proposta que será
executada no primeiro momento
de governo, que marcará o início
da elevação geral dos salários
e mudanças sobre o controle da
economia por meio do controle
popular e planejamento socialista.
Para isso é necessário garantir:
• Elevação Imediata dos salários
e Aumento de 100% do Salário
Mínimo. Reajuste imediato para
cobrir os custos reais da cesta
básica e da vida familiar (rumo
ao valor calculado pelo DIEESE ),
acompanhado de valorização
permanente acima da inf lação.
• F i m d o A r c a b o u ç o F i s c a l
garantindo o reajuste nos benefícios
de aposentadoria e assistência social.
F I M I M E D I A T O
D A E S C A L A 6 X 1
E ESTA B E L EC I M E N TO
D A E S C A L A 4 X 3
A exploração capitalista está
diretamente relacionada ao
tempo de trabalho dedicado pela
classe trabalhadora a serviço da
burguesia. Ao mesmo tempo, o
avanço tecnológico e de métodos
e técnicas de trabalho poderia
resultar numa redução substancial
do tempo dedicado na produção
social. Mas, como no capitalismo
a prioridade é sempre majoração
dos lucros, a jornada não é
reduzida apesar de ser possível.
Mas ao longo da história este
mínimo necessário para sobreviver
muda de acordo com a força que a
burguesia tem de impor menores
salários frente à capacidade de
pressão da classe trabalhadora
por maiores valores, esta
contradição é o início da luta de
classes na sociedade capitalista.
No Brasil de 2026, aproximadamente
35 milhões de trabalhadores e
trabalhadoras recebem até um
salário mínimo de R$ 1621,00
(IBGE 2025). Esse valor está
longe de garantir a subsistência
básica da classe dos assalariados.
Segundo dados da Pesquisa
Nacional de Cesta Básica de
Alimentos Conab/Dieese de julho
de 2026, a cesta básica para uma
família nas maiores capitais varia
entre R$ 855,00 e R$ 915,00, com
grande parte das famílias vivendo
com aluguéis que chegam a mais de
R$ 1.000,00 em bairros periféricos.
Somente nestes dois itens de custos
de vida temos um acumulado maior
que todo o valor do salário mínimo,
como sabemos que para sobreviver
em uma cidade são necessários
custos com transporte, vestuário,
saúde, educação, lazer etc.
Não por acaso, o Dieese estima
em quase R$ 8 mil o salário
mínimo necessário para uma
família sobreviver com dignidade.
P R O G R A M A D E G O V E R N O 10
GARANTIA DE EMPREGO
E TRABALHO OBRIGATÓRIOS
PARA TODAS AS PESSOAS
ADULTAS CAPAZES DE
TRABALHAR; PROIBIÇÃO
D A E X P L O RAÇ ÃO D O
T R A B A L H O I N F A N T I L
No Brasil, cerca de 14,8 milhões de
trabalhadores atuam na escala 6x1
(seis dias de trabalho consecutivos
para apenas um dia de descanso) ,
aproximadamente um terço (33,2%)
da população ocupada no país. O
fim da escala 6x1 tornou-se uma das
principais reivindicações recentes
da classe trabalhadora brasileira.
A força da luta resultou na votação,
em 27 de maio de 2026, na Câmara
dos Deputados, uma proposta para
o fim da escala 6x1, com redução
da jornada máxima para 40 horas
semanais, sem redução salarial,
e dois dias de descanso. Mas, não
houve votação no Senado. Portanto,
a luta precisa continuar porque
a escala 6x1 ainda não acabou.
Mesmo sem o senado colocar para
votação o fim da 6x1, categorias
específicas se mobil izaram por
uma escala que permitisse mais
dias consecutivos de descanso,
a exemplo dos trabalhadores
da Limpeza Urbana da Paraíba
que conquistaram a escala 5x2
e aumento salarial de mais 8%.
Os trabalhadores portuários no
Pará, conquistaram a escala de 4x4
no turno ininterrupto de revezamento
(4 dias consecutivos de trabalho por
4 de folga) e também conquistaram
a recomposição salarial.
Esses avanços mostram que a
organização, a luta e as greves dos
trabalhadores podem arrancar
mais conquistas, mas é preciso
avançar ainda mais: defendemos
36 horas semanais, sem redução
dos salários, garantindo mais
tempo para descanso, família,
estudo, cultura e lazer.
• Fim da Escala 6x1 e Redução da
Jornada para 30 Horas Semanais:
Implementação do regime de 30
horas sem redução salarial (escala
4x3 ou turnos de 6 horas diárias),
permitindo a criação de múltiplos
turnos nas indústrias e serviços
para gerar novos postos formais de
trabalho.
O sistema capitalista gera grandes
massas de desempregados como
resultado de sua contradição
fundamental, que é a apropriação
individual da riqueza frente à
produção social pelas mãos da
classe trabalhadora. A burguesia
uti l iza este fato como instrumento
de rebaixamento dos salários, afinal
de contas caso um trabalhador
rejeite um baixo salário ou condições
de contrato existirão outros que
aceitem por necessidade urgente.
Além disso, a burguesia busca
valorizar seu capital em setores de
bens ou serviços que possam utilizar os
excedentes de pessoas sem trabalho
para novas formas de empregá-
las sob condições precárias.
Realizam um grande investimento
em propaganda ideológica contra a
Consolidação das Leis Trabalhistas
(CLT), contra a Carteira de Trabalho
P R O G R A M A D E G O V E R N O 11
e para difundir termos como
“empreendedorismo”, buscando
levar à ilusão de que trabalhadores
e burgueses são a mesma coisa.
As relações de trabalho
constituídas pelas multinacionais
de serviços por aplicativos (Uber,
iFood,etc) demonstram o quanto
a burguesia busca mecanismos
que escondam a real origem da
riqueza produzida na sociedade,
ao mesmo tempo que lançam mão
de práticas super exploratórias
para garantir seus lucros.
O domínio econômico e,
consequentemente, político da
burguesia sobre o trabalho social
possibilita ataques inclusive
a setores que historicamente
obtiveram conquistas pela luta
popular e nos quais as trabalhadoras
e trabalhadores contam com
estabilidade e condições mínimas de
manutenção, como no serviço público.
Segundo o IBGE, 5,9 milhões
de pessoas permanecem
desempregadas no Brasil. Porém,
este dado deve ser analisado
junto ao número de trabalhadores
informais que representam
o maior contingente do país:
quase 40 milhões (IBGE 2025).
A maior parte destes informais
vive sob o jugo da incerteza de
sua sobrevivência no dia seguinte,
buscando bicos para garantir sua
sobrevivência. Vale ressaltar que
o desemprego no Brasil não é
consequência da falta de capacidade
ou da vontade de trabalhar do
nosso povo. Pelo contrário, é uma
das armas para manter os salários
de fome que se pagam atualmente.
Por isso, queremos um grande
programa de empregos públicos que
uma reindustrialização, infraestrutura,
habitação, saneamento, reprodução
social e doméstica, ferrovias,
transição energética, agricultura
familiar, ciência e tecnologia:
• Planejamento da produção orientado
às necessidades sociais, especialmente
em setores estratégicos da indústria
com cadeias produtivas completas.
• Realizar concursos públicos regulares,
valorizar carreiras, garantir formação
continuada e mesas permanentes de
negociação, garantia da Data Base
para os servidores públicos.
• Fiscalização e combate aos modos
de trabalho análogos à escravidão,
com expropriação dos criminosos.
• Regulamentar de forma imediata o
trabalho em plataformas garantindo
re m u n e ra çã o m í n i m a , p rote çã o
previdenciária, transparência algorítmic
Redes sociais declaradas
Endereços informados pelo próprio candidato no registro da candidatura. O TSE não verifica esses links, e este site também não — podem estar desatualizados ou fora do ar.
Nenhuma matéria deste site menciona este candidato até o momento.
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