PROFESSOR MARCUS SODRÉ - PSTU - GOVERNADOR

PROFESSOR MARCUS SODRÉ é candidato(a) a Governador pelo PSTU em Santa Catarina (SC) nas Eleições 2026.

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PROFESSOR MARCUS SODRÉ

MARCUS ALEXANDRE SODRE

Cargo Atual: GOVERNADOR
Número da Urna: 16
Candidatura: 2026

Espectro político

Toque em uma faixa para entender o que ela significa

Extrema esquerda Direita conservadora

PSTU

Classificação editorial deste site, baseada na atuação NACIONAL do partido no Congresso e no seu programa oficial. Não é dado do TSE e não descreve a pessoa: descreve a legenda pela qual ela concorreu. Em eleições municipais e estaduais, partidos de polos opostos costumam se aliar.

Dados do candidato

Data de nascimento
26/01/1972
Gênero
MASCULINO
Estado civil
CASADO(A)
Grau de instrução
SUPERIOR COMPLETO
Ocupação declarada
PROFESSOR DE ENSINO MÉDIO
Estado de nascimento
SP

Informações declaradas ao TSE no registro da candidatura, publicadas nos dados abertos da Justiça Eleitoral.

R$ 117.000,00 (2026)
Patrimônio declarado
-
Gastos de mandato
-
Presença em sessões
0
Projetos apresentados

Evolução e Histórico Político

Evolução da Votação por Eleição

Comparativo: Governador em 2026 (SC)

Votação nominal do candidato ao lado dos três mais votados no mesmo cargo, ano e unidade eleitoral.

Total apurado, 2º turno Aguardando o início da apuração do 2º turno.

2026 - GOVERNADOR

PSTU | UF: SC

Votação Obtida: 6.682 votos (NÃO ELEITO)

2004 - PREFEITO

PSTU | UF: SC

Votação Obtida: 585 votos (NÃO ELEITO)

Declaração Patrimonial Recente

Ano Tipo Descrição Valor
2026 Apartamento IMÓVEL FINANCIADO PELA CAIXA SITUADO NO BAIRRO SÃO JUDAS EM BALNEÁRIO CAMBORIÚ/SC R$ 117.000,00
Patrimônio total declarado (2026): R$ 117.000,00

Prestação de Contas e Gastos

Situação cadastral pública da Receita Federal, via BrasilAPI. Não indica irregularidade na despesa em si, apuração de eventual superfaturamento ou fraude cabe aos órgãos de controle.

Mandato (Gastos CEAP)

Sem despesas de mandato registradas.

Gastos de Campanha

Sem despesas de campanha registradas.

Receitas de Campanha

Doações declaradas pelo próprio candidato/comitê ao TSE. A existência de uma doação não indica irregularidade, financiamento de campanha é lícito e regulado por lei; consulte o Tribunal Superior Eleitoral para o histórico oficial completo.

Sem receitas de campanha registradas.

Projetos de Lei Apresentados

Não há fonte pública para este cargo. A Câmara dos Deputados e o Senado publicam a atuação apenas dos próprios parlamentares; as assembleias legislativas estaduais e as câmaras municipais não mantêm base equivalente em formato aberto. A ausência de informação aqui não diz nada sobre a atuação desta pessoa.

Presença e Votos em Plenário

Nenhum voto em plenário registrado para este político.

Frequência nas Sessões Ordinárias

Não há fonte pública para este cargo. A Câmara dos Deputados e o Senado publicam a atuação apenas dos próprios parlamentares; as assembleias legislativas estaduais e as câmaras municipais não mantêm base equivalente em formato aberto. A ausência de informação aqui não diz nada sobre a atuação desta pessoa.

Participação em Comissões e Órgãos Legislativos

Não há fonte pública para este cargo. A Câmara dos Deputados e o Senado publicam a atuação apenas dos próprios parlamentares; as assembleias legislativas estaduais e as câmaras municipais não mantêm base equivalente em formato aberto. A ausência de informação aqui não diz nada sobre a atuação desta pessoa.

Situação do registro da candidatura

Ano Julgamento Teto legal de gasto
2026 AGUARDANDO JULGAMENTO R$ 11.562.724,00

Proposta de governo

Trecho extraído do documento entregue ao TSE, sem resumo nem edição. O texto integral está no arquivo original, pelo botão abaixo.

Programa de governo — eleição de 2026 50 páginas

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PROGRAMA DO PSTU
EM SANTA CATARINA
PARA AS ELEIÇÕES DE
2026.








Santa Catarina
Julho de 2026.
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SUMÁRIO.

Apresentação dos candidatos......................................................................................... 03
Nos escombros da ordem mundial................................................................................ 05
Programa comunista para o Brasil hoje....................................................................... 06
Santa Catarina: um estado rico, com um povo pobre................................................. 20
O gov…

Ler mais do texto

erno Jorginho Melo (PL)...................................................................................... 25
As propostas do PSTU para Santa Catarina e o Brasil............................................... 26













































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APRESENTAÇÃO DOS CANDIDATOS.
O PSTU apresenta em Santa Catarina chapa própria encabeçada pelo professor
Marcus Sodré, candidato ao Governo do Estado, e pela Tatiane Pasdiora, como
candidata a Vice-Governadora. Uma chapa com base em um programa, sem coligações
e bem distante do vale-tudo eleitoral. Apresentamos ainda Joaninha de Oliveira e
Marcos Dorval para o Senado, Nadir Fernandes e Cristiano Florêncio para Deputado
Estadual.
Marcus Alexandre Sodré é graduado em História e professor em escola pública
há mais de 25 anos, ativista sindical e político, sempre atuante nas lutas pela categoria
dos professores e pela classe trabalhadora em geral, participando das greves e
manifestações contra todos os ataques aos direitos da classe, sejam trabalhistas,
ambientais, sociais ou das minorias. É casado e pai de um filho e sente na pele as
dificuldades que o capitalismo impõe às famílias trabalhadoras.
Tatiane Pasdiora é professora graduada em Sociologia, casada e mãe de uma filha.
Atua nas lutas em valorização dos professores e dos trabalhadores em geral. Constrói o
Movimento Mulheres em Luta – MML, que luta pelos direitos das mulheres. Uma
candidatura presente nas lutas dos trabalhadores, das mulheres, dos oprimidos e em
defesa da educação.
Joaninha de Oliveira é histórica militante socialista e uma das fundadoras do
PSTU, tendo sido candidata pelo partido em outras eleições. Graduada em Quimica e
mãe de duas filhas. Participou de todas as lutas (iniciada nos anos 1980), em defesa da
educação pública e dos professores, dirigente da Central Sindical e Popular CSP
Conlutas.
Marcos Dorval Bacharel em Geografia, Especialista em Gestão Pública,
servidor público do IFSC ha mais de 30 anos, foi dirigente nacional do sindicato de
técnicos e professores e ajudou a fundar a CSP Conlutas sempre lutou em defesa da
educação pública e dos servidores públicos. Nascido em Anitápolis conhece a realidade
dos trabalhadores rurais, dos estudantes do interior que chagam nas grandes cidades
para estudar e como técnico em refrigeração conhece a realidade dos pequenos
empresários.
Nadir Fernandes graduada em História pela Univali, é professora aposentada da
Rede Estadual de Ensino em Itajaí. Sempre participou das mobilizações e greves dos
trabalhadores em educação em defesa da educação pública gratuita e de qualidade e dos
direitos dos professores.
Cristiano Florêncio é natural de Itapema, é casado e pai de três filhos. Professor
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de Sociologia na Rede Estadual de Ensino e trabalhador da prefeitura de Itapema,
sempre lutou em defesa dos direitos dos trabalhadores e em defesa de uma educação
pública, gratuita e de qualidade.
As candidaturas do PSTU em Santa Catarina se completam com a candidatura
a presidência da república de Hertz Dias e a vice presidente de Vanessa Portugal
também pelo PSTU. Hertz é natural do Maranhão, professor e reper além de militante
do movimento negro, atua nas lutas em defesa dos direitos dos trabalhadores. Vanessa é
natural de Minas Gerais, professora luta em defesa da educação pública e de qualidade e
dos direitos do professores na Rede Municipal de Belo Horizonte, participa das lutas por
moradia e de defesa dos direitos dos trabalhadores em geral.
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NOS ESCOMBROS DA ORDEM MUNDIAL.



Guerras e invasões militares como a da Venezuela e Irã pelos Estados Unidos,
Ucrania por Putin, a barbárie do genocídio levado adiante por Israel na Palestina,
explicitam a crise e a extrema violência desse sistema capitalista mundial, em que um
pequeno número de países e seus monopólios são dominantes e outros dominados.
Assentada na maior crise econômica mundial desde os anos 30, em meio a uma revolução
tecnológica, a uma gravíssima crise climática e ambiental e do sistema mundial de
Estados, vivemos uma situação de desiquilíbrio e nesse momento de ruptura na Ordem
Imperialista antes consensuada.
Por trás dos escombros da Ordem Mundial está a decadência do imperialismo
mais forte, os Estados Unidos, e a ascensão da China como país imperialista emergente; e
uma luta feroz entre monopólios e países imperialistas, tanto tecnológica como por uma
nova repartição do mundo. A tendência às guerras e intervenções diretas econômicas,
políticas e militares se aprofundam, já que a crise e a disputa não podem ser superadas ou
estancadas por “meios normais”.
A situação exige do ponto de vista do sistema capitalista uma elevação do patamar
de exploração da força de trabalho, inaugurando um período de ataques sem precedentes
aos trabalhadores do mundo todo, de aumento da pilhagem dos países dominados e dos
elementos de barbárie.
Aprofunda tendências a regimes mais autoritários, bonapartistas, desenvolvimento
de correntes de extrema direita, e não pode se descartar que venham a existir regimes
fascistas. Assim, o período em que o sistema mundial capitalista/imperialista tinha
margem para se disfarçar e operar mais pelo engano, utilizando a política de “reação
democrática”, dá lugar à violência mais aberta e descarada.
Essa crise e nova ofensiva recolonizadora se projeta diretamente sobre a América
Latina, com maior pressão sobre países dominados em decadência e já espoliados nas
ultimas décadas. Buscam se apropriar ainda mais de recursos estratégicos, mercados e
territórios.
Não há “alternativa progressiva” entre os blocos em disputa: nem os Estados
Unidos, nem a China oferecem uma saída. Os Estados Unidos com a doutrina Monroe, o
projeto “Escudo” e a associação de narcotráfico a terrorismo, retomaram uma política de
intervenção direta. A China, por sua vez, amplia sua presença com objetivos semelhantes
de exploração e apropriação de riquezas. Nem a América Latina, nem o Brasil devem ser
quintal de ninguém.
Mas as direções reformistas e neo-reformistas de colaboração de classes não
apenas não enfrentam os imperialismos de forma consequente; como conciliam com os
imperialismos e atuam contra a mobilização da classe trabalhadora. E quando no
governo, como no caso do governo de Frente Ampla de Lula, do PT, PSOL, PCdoB e
vários partidos e figuras da classe dominante, gerenciam os negócios da burguesia
nacional e imperialista.
Essa ofensiva e disputa dos monopólios e dos Estados Unidos e demais países
imperialistas é expressão de decadência, crise e fragilidade do sistema imperialista e não
ocorre sem resistência ou sobre uma classe trabalhadora derrotada, ainda que a nossa
classe esteja bastante desorganizada e que a maioria de suas organizações estejam
controladas por direções tradicionais, burocratizadas, adaptadas ao sistema à ordem
burguesa imperialista. Esse novo momento pode e tende a provocar reação de grande
magnitude: lutas, revoltas, enfrentamentos rebeliões e revoluções por parte da classe
trabalhadora e dos povos e países oprimidos.


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PROGRAMA COMUNISTA PARA O BRASIL HOJE.
Nos últimos anos, o comunismo voltou ao centro do debate político, mas de uma
maneira inusitada – e até mesmo cômica.
De um lado, agrupamentos políticos de direita e de extrema direita proclamam
aos quatro ventos o comunismo como a principal ameaça. Ele estaria presente no
conjunto das organizações de esquerda que governam ou governaram boa parte dos países
capitalistas nas últimas décadas – no caso brasileiro, por cerca de 17 dos últimos 23 anos,
por meio do PT. Estaria presente, ainda, nas teorias dominantes das ciências humanas,
nas universidades, nos meios de comunicação de massa, em instituições internacionais
como a ONU e, pasmem, até na interferência dos principais bilionários e capitalistas
financeiros no Brasil e no mundo.
De outro lado, entre os grupos dominantes da própria esquerda, no Brasil e no
mundo, o comunismo estaria morto e enterrado: não passaria de um fantasma do século
passado, ressuscitado como arma retórica e instrumental pela extrema direita. Para uns, o
comunismo é onipresente; para os outros, de fato, inexistente.
Mas há algo em comum nessas duas perspectivas: uma e outra não dizem
claramente o que são, a que projeto servem, o que pretendem, de fato, fazer. Para cada
um desses campos, o culpado é sempre e unicamente o outro. Todos os
problemas, a cada passo sentidos, sofridos e vividos por quase todos seriam
artificialmente criados pelo campo político oposto. Tanto é assim que, hoje, o grande
objetivo da esquerda é derrotar a direita – e a conversa se encerra aí. O grande objetivo
da direita é derrotar a esquerda, a quem chama de comunista.
É como se não houvesse problema estrutural algum a ser superado. No seio da
sociedade, tudo iria bem. Ou, ao menos, poderia ir bem, não fosse o grupo rival e os
aparatos que lhe dão suporte.
É preciso, no entanto, tornar transparente o caminho que este manifesto propõe e
evitar as falsas questões que lançam no vazio temas cada vez mais necessários e urgentes.
Existem inimigos a serem derrotados no interior desse espectro puramente
político? Com certeza. Os grandes campos, por vezes superficialmente enquadrados da
extrema direita à esquerda dita radical, são todos iguais? De forma alguma. Várias
alternativas políticas atualmente existentes, notoriamente na nova direita, representam
ameaças sem precedentes recentes às liberdades democráticas, a algumas conquistas e às
garantias arrancadas a duras penas pela população nas décadas passadas? Somente um
louco poderia negar algo tão evidente. As questões que são urgentes colocar e debater são
outras.


Por que a extrema direita cresce?

Por que a extrema direita emergiu e ganhou corpo no Brasil e em tantos outros
recantos do mundo na última década? E o que é pior: por que encontrou terreno fértil para
crescer e se desenvolver? Para avançarmos nessas e outras questões correlatas, é
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necessário dizer algumas palavras sobre a forma e o conteúdo da nova direita, em
particular no nosso caso específico.
No Brasil, a nova direita personifica não a mera manutenção da ordem atualmente
existente, mas uma reação em todos os domínios. Setores do capital, estagnados há
mais de uma década e constantemente ameaçados por concorrentes externos, querem, a
todo custo, mudanças. E elas não são pequenas.
Com cerca de 80 milhões de brasileiros sem emprego ou na informalidade, já não
se exige um sistema que garanta, nem sequer precariamente, direitos universais por meio
da seguridade social, notoriamente saúde e previdência. Deixai morrer! Uma fração da
população que nada produz e quase nada consome tornou-se um estorvo para o capital.
Com a digitalização dos produtos, a automação e a inteligência artificial aplicada
massivamente ao processo produtivo, tampouco se requer um sistema de educação
universal minimamente abrangente. Plataformas digitais e cadeias logísticas integradas
permitem coordenar produção e circulação com cada vez menos trabalhadores estáveis.
Essa nova etapa de precarização do trabalho se apoia também no aprofundamento das
desigualdades e opressões já existentes. Mulheres trabalhadoras, negros e negras,
imigrantes e população LGBT concentram-se de forma desproporcional nos setores mais
precarizados da economia, marcados pela informalidade, pelos baixos salários, pela
instabilidade e pela superexploração.
Nesse cenário, a formalização pode simplesmente ser descartada. Bastaria
capacitar uma massa amorfa de trabalhadores a seguir um manual e a seguir instruções
simples de uma máquina automática sob a supervisão de seus superiores.
Chega de desperdiçar o orçamento público com pesquisa e desenvolvimento. Tais
gastos tornam-se desnecessários em um país que já não produz tecnologia de modo
significativo e cujo capital nacional se limita às cadeias mais básicas da indústria
estrangeira aqui instalada ou ao setor primário exportador. Não são mais necessárias nem
mesmo as garantias trabalhistas mais elementares, pois o capital que aqui se acumula,
cada vez mais, concentra-se nos setores exportadores, alheios ao poder de compra da
população e ao mercado interno. Nesse contexto, até mesmo garantias políticas mínimas
tornam-se indesejáveis. Uma massa de trabalhadores submetida continuamente à
insegurança e à miséria precisa ser administrada pelo chicote e pelas armas. O excedente
de força de trabalho é então ajustado por meio do encarceramento em massa e do
genocídio de seus estratos mais pauperizados e oprimidos – aqueles que, para o capital, já
se tornaram descartáveis, um mero ônus para o orçamento público.
Essa militarização da vida social atinge de maneira particularmente brutal a
juventude negra, as mulheres negras das periferias e a população LGBT trabalhadora,
transformados em alvo permanente da repressão estatal, paraestatal e da violência social
cotidiana. O capitalismo em decadência não reduz o machismo, o racismo ou a
LGBTfobia; ao contrário, reorganiza e aprofunda suas bases materiais, ampliando a
exploração, fragmentando a classe trabalhadora e reduzindo os custos sociais da
reprodução da força de trabalho.
Não há dúvidas de que se a nova direita brasileira anunciasse de modo tão
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cristalino os seus reais objetivos, seria mandada para o inferno pela grande maioria da
população. Ela precisa anunciar seus interesses particulares como solucionando os
problemas e necessidades da população: renda, previdência, saneamento, emprego, saúde,
educação etc. E o faz jogando, continuamente, um estrato da classe trabalhadora contra o
outro. Em outros termos, anunciando seus interesses particulares como solução para esse
ou aquele setor, em detrimento dos demais.

A ideologia da precarização e da meritocracia.
É assim que, em um mundo marcado pela informalidade de quem já não tem
garantia trabalhista alguma, a retirada de direitos é travestida de meritocracia, liberdade
individual, flexibilidade e modernização. Os trabalhadores celetistas e servidores públicos
seriam os culpados pela informalidade e péssimas condições do restante da população.
Tal discurso ganhou tanto peso que, hoje, para muitos, ser empregado por meio da CLT
virou xingamento. Para aqueles em piores condições, seriam privilegiados; para aqueles
em melhores condições, seriam escravos da jornada de trabalho, da previdência pública e
do FGTS.
A precariedade dos serviços públicos serve de pólvora para vender a ilusão de
serviços baratos e de qualidade por meio do controle do setor privado. As contrarreformas
educacionais e científicas são justificadas em nome da eficiência, do utilitarismo, do
pragmatismo e do combate às ideologias diabolicamente comunistas, financiadas com
dinheiro público. Órgãos que procuram regulamentar minimamente as relações entre
países dominados e dominantes, bem como a apropriação desmedida da natureza, são
rotulados como globalistas, e assim por diante.
A ofensiva ideológica da extrema direita busca também reorganizar formas
reacionárias de controle social. O ataque às mulheres e à sua luta por igualdade, também à
população LGBT, assim como o fortalecimento do moralismo familiar e religioso,
cumprem um papel central na tentativa de disciplinar setores da população trabalhadora
em meio à crise social e econômica.
A cereja do bolo, contudo, é a contradição por todos sentida entre o enorme
crescimento da técnica, das capacidades humanas e da produtividade do trabalho, de um
lado, e a elevação das instabilidades, da insegurança para quase toda população
trabalhadora, de outro. A deterioração física, moral e psicológica das condições de vida
ao lado do crescimento desmedido da riqueza por um grupo cada vez mais reduzido de
indivíduos, alimenta o conspiracionismo. Segundo esse discurso, tudo poderia funcionar
bem por meio do mercado, da livre concorrência e do mérito individual, não fosse o
controle, a conspiração e as ações secretas de uma elite financeira associada a instituições
internacionais, aos meios de comunicação de massa e, é claro, ao Estado.
Em um país em que a classe trabalhadora de maior qualificação tem, há mais de
duas décadas, suas condições de vida comprimidas; em que profissionais liberais e
pequenos empreendimentos são, dia após dia, varridos do mapa por grandes
conglomerados internacionais; em que uma fração cada vez mais ampla da população
prefere um emprego sem qualquer direito a direitos sem emprego, tais discursos
encontram terreno fértil e florescem.

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A responsabilidade da esquerda do sistema e o aprofundamento da crise.

Basta esboçar o quadro acima e salta aos olhos que a emergência da nova direita
no país não se deve apenas a uma mudança no ânimo de setores do capital, dos grandes
empresários ou da burguesia brasileira. Deve-se a uma deterioração das condições não
apenas para acumulação de capital em nossas terras, mas, sobretudo, uma deterioração
das condições de vida de amplos setores da classe trabalhadora, dos pequenos
empreendimentos, dos profissionais liberais etc., isto é, para a maior parte da população.
É resultado, portanto, de um período histórico em que a chamada esquerda governou a
maior parte do tempo, sem alterar de forma substantiva a estrutura econômica e social do
país. Ao contrário, foi um período em que se aprofundaram a reprimarização da
economia, o rebaixamento do país na divisão internacional do trabalho e a transferência
de infraestruturas públicas ao setor privado por meio de privatizações, concessões,
parcerias público-privadas e abertura de capital de estatais.
Ao longo de mais de duas décadas, não se estruturou um projeto consistente de
país, mesmo no curto ou médio prazo. Em seu lugar, prevaleceu a tentativa de amenizar a
situação por meio de programas de renda mínima: uma redução da miséria extrema que
não atingiu as bases que a produzem. Mesmo essas medidas limitadas só foram possíveis
graças a uma conjuntura internacional favorável, marcada pelo crescimento dos preços e
da demanda dos produtos primários exportados pelo país. Quando esse cenário se alterou,
seus limites vieram à tona. Não fosse o bastante, estas ações da nova direita encontram,
hoje, via aberta em uma esquerda dominante que já não tem nada a oferecer, que já não
tem perspectiva alguma para indicar.
A esquerda dominante, que não ultrapassa os limites do sistema e da ordem,
tornou-se, segundo seu próprio discurso, o bastião da resistência pela manutenção do
velho. A correlação de forças, dizem, não permite nada fazer além de resistir e defender
as relações jurídicas atualmente existentes, as instituições atualmente existentes, o
regime político atualmente existente, a ordem constitucional atualmente existente, os
marcos regulatórios atualmente existentes, o arranjo federativo atualmente existente, os
mecanismos de representação atualmente existentes, as instituições internacionais
atualmente existentes, a estrutura econômica atualmente existente e assegurar o que for
possível dos direitos sociais atualmente existentes. A esquerda converteu-se no baluarte
mundial do conservadorismo. Propagam em bom e alto som: diante do avanço da reação,
nada mais nos resta do que assegurar o que ainda resta.


A administ

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Arquivo dentro do pacote: 2026SC240002541913_01.pdf

Redes sociais declaradas

Endereços informados pelo próprio candidato no registro da candidatura. O TSE não verifica esses links, e este site também não — podem estar desatualizados ou fora do ar.

Nenhuma matéria deste site menciona este candidato até o momento.

Resultados de busca automática na internet, associados ao candidato pelo nome. O trecho é copiado da própria fonte, sem resumo escrito por este site. A associação pode conter homônimos: confira sempre na origem antes de concluir qualquer coisa.

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Mais votados nesta disputa

Comparativo: Governador em 2026 (SC)

GELSON MERÍSIO
2º
GELSON MERÍSIO PSB
668.021 votos
JOÃO RODRIGUES
3º
JOÃO RODRIGUES PSD
569.263 votos
MARCELO BRIGADEIRO
4º
MARCELO BRIGADEIRO MISSÃO
46.624 votos
LAÍS CHAUD
5º
LAÍS CHAUD UP
21.252 votos
RALF ZIMMER
6º
RALF ZIMMER PRD
9.000 votos
BRUNO PEDREIRO DO PCO
7º
BRUNO PEDREIRO DO PCO PCO
2.413 votos

Origem dos dados desta página

Todo número aqui vem de uma base pública, e cada uma tem sua própria data de atualização. Se algum dado parecer ausente ou estranho, consulte a fonte — o link leva ao órgão que a publica.

Tribunal Superior Eleitoral — Dados Abertos
Candidaturas, votação apurada, bens declarados, despesas de campanha, coligações, redes sociais, propostas de governo, cassações e situação do registro
Câmara dos Deputados — Dados Abertos
Projetos apresentados, comissões, votações nominais, presença em sessões e cota parlamentar
Senado Federal — Dados Abertos
Projetos, comissões, votações e cota do exercício parlamentar
Tribunal de Contas da União
Responsáveis inabilitados para cargo em comissão ou função de confiança
Controladoria-Geral da União — Portal da Transparência
Cadastro de empresas e pessoas inidôneas e suspensas de licitar (CEIS)
Ranking dos Políticos (ONG independente)
Nota do Conselho de Leis e selo de Parlamentar Premiado — opinião de terceiro, não dado oficial